Origens da raça

A Escócia é a terra natal de muitos terriers pequenos e ativos – todos com personalidades fortes, pernas curtas e pelagem longa, rústica e grossa. Séculos atrás, os fazendeiros escoceses utilizam-se desses pequenos espirituosos para manter suas propriedades livres de pragas. Eventualmente, por intermédio de cruzamentos seletivos, surgiram cinco raças de terrier.

Uma personalidade importante na história do Scottish Terrier foi o rei James VI, da Escócia. No século XVII, quando o rei James VI se tornou o rei James I da Inglaterra, enviou seis cães terrier – que se acredita serem os ancestrais do Scottish Terrier – como presentes para a França. Seu amor e adoração pela raça contribuíram para sua popularidade em todo o mundo.

Assim como a maioria das raças, há disputas sobre a verdadeira história do Scottie. Há quem acredite que os Scotties sejam o mais antigo dos terriers. As outras raças de terrier teriam evoluído a partir do Scottie. Para essas pessoas, o Skye Terrier citado em antigos contos históricos não é o Skye Terrier que conhecemos hoje, mas seria, na realidade, o ancestral do Scottish Terrier. E apesar de esta ser uma história interessante, é difícil de ser comprovada.

O que se sabe é que o Scottie tem sido criado, já puro, por muitos anos. Em 1860, um show em Birmingham, Inglaterra, reconheceu o primeiro plantel de Scottish Terrier. Mas apesar de ter a raça reconhecida, o verdadeiro Scottish Terrier não foi apresentado. Em 1882, organizou-se o primeiro clube de Scottish Terrier. Infelizmente, mas conforme já se suspeitava, pouca informação comprovável é conhecida sobre as orígens distantes do Scottish. Sabe-se, contudo, que havia cães de pelagem rústica, pernas curtas, utilizados para se caçarem raposas e roedores nas fazendas das “Western Highlands” (terras altas ocidentais da Escócia) e nas ilhas Hebrides, provavelmente por centenas de anos. Pode até mesmo ter havido tipos distintos de cães em determinadas áreas, já que a natureza acidentada e selvagem da terra, e a escassez de estradas há centenas de anos, implicaram em um grau de isolamento – o que poderia levar ao desenvolvimento desses tipos de cães. Entretanto, haja vista que a população da região era mais dada à sobrevivência que à arte e à literatura, pouca informação formal, com descrição da raça Scottish Terrier, sobreviveu.

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Em contraste, não há dúvida de que cães com biotipo, temperamento e habilidades de caça similares às do Scottie eram trabalhadores valorizados, nas “Highlands”, durante aquelas centenas de anos. John Lesley, o bispo de Ross, em sua “História da Escócia de 1436 a 1561”, escreveu sobre um cão de “estatura baixa que, enfiando-se em cavidades subterrãneas, desentoca raposas, doninhas (furões), texugos e gatos selvagens de seus covis secretos.” Duzentos anos mais tarde, Sir Joshua Reynolds pintou o retrato de uma jovem acariciando um cachorro notadamente semelhante ao Scottish. Em 1822, houve referência de Sir Samuel Bewick sobre “cães rústicos, de pernas curtas, dorso longo, e muito fortes”, em sua obra “History of Quadrupeds”, e há uma cópia datada de 1835, intitulada “Scottish Terriers at Work on a Cairn in the West Highlands”*, que mostrava cães do tipo terrier muito semelhantes àqueles descritos no primeiro padrão da raça Scottish Terrier ( 2 imagens neste artigo). Outros escritores, na década de 1830, descreveram a forma distinta e as pinturas de Reynolds e de Sir Edwin Landseer – ambos retrataram os arcaicos terriers em suas pinturas.

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Logo, a partir desse “tipo” de cão com pernas curtas e pelagem rústica, provavelmente surgiram as raças terrier que associamos hoje com a Escócia – o Cairn, o West Higjhland White, o Skye, o Dandie Dinmont e o Scottie. Os Westies, os Skyes e os Dandies são provavelmente os que têm o desenvolvimento racial mais fáceis de se investigar, já que os MacDonalds de Skye houveram criado cães de pelo e dorso longos por mais de duzentos anos, e os Malcolms de Poltalloch preferiam um cão de cabeça menor, com a preferência da família por exemplares de cor creme e branca. Dandie Dinmont, da novela de Sir Walter Scott, “Guy Mannering”, tinha dois terriers, Mustard e Pepper, e seu nome permaneceu com essa distinta raça desde então.

Há dois nomes associados à raça que atualmente conhecemos como Scottie. Nos anos 1860, no início dos tempos de exposição de cães, e antes do desenvolvimento de padrões de raça, o nome “Aberdeen Terrier” era usado para descrever o tipo “Scottie”, e pode ser que a raça tenha saído das Highlands, através da cidade de Aberdeen. Na pequena e simpática cidade escocesa de Aberdeen, viveu no princípio do século XIX um senhor chamado Van Best, considerado, durante muito tempo, o melhor criador de um terrier especial, muito hábil para caçar na toca. Quando este cão foi difundido na Escócia e em toda Grã – Bretanha, recebeu o nome a ser ABERDEEN TERRIER, nome que foi conservado até 1887.
O outro nome associado ao Scottie é “Diehard”. George, o Quarto Conde de Dumbarton, tinha um famoso plantel de Scottish Terriers, tão valentes que foram apelidados “Diehards” (ou duros de matar). Parece que eles inspiraram o nome de seu regimento, “The Royal Scots, Dumbarton’s Diehard.”
Os primeiros pedigrees têm data do ano de 1887, o que indica, principalmente, o começo da seleção que fez do atual Scottish Terrier um cão muito mais refinado que seus ancestrais. No entanto, ainda hoje, este terrier conserva as aptidões especiais para a caça: a potente musculatura da traseira e a brevidade dos membros permitem- lhe uma rapidez notável nos caminhos subterrâneos e tocas.
Entre 1920 a 1940 a raça tornou -se muito popular em todo mundo, a ponto de ter sua figura estampada em rótulos de garrafas de uísque ( junto com WEST HIGHLAND WHITE TERRIER) tornando famosos, não só as raças, como o uísque – BLACK AND WHITE.

Tradução: Erich Kosloski
Fonte: http://www.scottishterrierdog.com/history.htm

PRIMEIROS SCOTTISH TERRIER

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História e desenvolvimento da Raça

http://filhote-scottish-terrier.blogspot.com.br/2009/09/desenvolvimento-da-raca.html

A história do Scottish Terrier confunde-se com a história dos outros terriers escoceses: o Skye Terrier, o Cairn Terrier e o West Highland White Terrier. Estas três raças consideradas actualmente como independentes, tiveram um passado comum e foram durante séculos conhecidas apenas como Aberdeen Terrier. Aberdeen é nome de uma cidade escocesa onde estes terriers eram populares. Até ao final do século XIX, os cães deste grupo eram de facto cruzados entre eles, sendo que na mesma ninhada podia-se encontrar os vários tipos de terrier. A única exigência dos donos na altura era a de os cães cumprissem o seu papel de exterminadores de roedores.

A luta pelo reconhecimento do Scottish Terrier como raça independente foi longa e polémica.História documentada, e desenvolvimento inicial da raça começaram na década de 1870, com o aumento das exposições de cães. Exibir cães exigia que eles fossem comparados a um padrão para cada raça, e a aparência e o temperamento do Scottie foi escrito pela primeira vez. Em 1879, os Scottish Terriers figuraram pela primeira vez sob esse nome numa exposição canina. Contudo, aquilo que parecia indicar que a raça estava no bom caminho, revelou-se um grande dissabor para os escoceses.

Naqueles idos tempos de exposições de cães, os nomes dos Scotties – que se tornaram o alicerce da raça – começaram a surgir. Roger Rough, do Sr. J.A. Adamson, de Aberdeen; Tartan, do Sr. Paynton Piggot; Bon Accord, de Messrs Ludlow; e Bromfield e Splinter II, do Sr. Ludlow foram os primeiros vencedores e são os quatro cães a partir dos quais todos os Scottish Terriers descendem.

Seus descendentes, como os filho e o neto de Bon Accord, Rambler e Alister, respectivamente, foram cães vencedores de exposições e bastante requisitados como padreadores. O Sr. John Napier Reynard era o dono de um campeão Revival (CH), e o Capitão W.W. Mackie, considerado o “Pai dos Scottish Terrier”, na Escócia, era dono de outro campeão, Dundee, outro neto de Bon Accord. Os cães Heather Prince, do Sr. Robert Chapman, e Seafield, do Sr. Andrew Kinnear também foram exmplares importantes no período entre 1880 e 1910.

A primeira descrição do Scottie foi escrita pelos Srs. James B. Morrison e Thompson Grey, em 1880, e a raça é claramente identificada nesse documento. Com a formação do Scottish Terrier Club of Scotland, em 1888, um padrão mais formal foi desenvolvido, baseado fortemente pelo trabalho realizado por Morrison, e permaneceu em uso até a revisão de 1933, pelo Scottish Terrier Club (da Inglaterra). Os antigos clubes (o inglês, fundado em 1882, e o escocês, fundado em 1888) estavam cheios de homens envolvidos ativamente no desenvolvimento da raça, e muitos de seus canis começaram a inscrever seus nomes nos prefixos dos nomes dos cães. O Sr. W. L. MacCandlish criava Scotties, sob o prefixo “EMS”, e escreveu fartamente sobre a raça. O prefixo “Heather” do Sr. Robert Chapman era importante, já que seus filhos continuaram seu legado na raça até as décadas de 1920 e 1930. A Sra. Hannay, de Heworth Castle usava o prefixo “Heworth” em seus cães; e os Srs. HRB Tweed (Laindon) e A.G. Cowley (Albourne) foram outros pioneiros importantes para a raça.

Com o ressurgimento das exposições de cães, após a segunda guerra mundial, o Scottish Terrier foi lenta e continuamente reconhcido e apreciado por ser o grande cãozinho que é. A continuação do desenvolvimendo “moderno” da raça aconteceu nas décadas de 1920 e 1930, com o aparecimento de quatro cães muito influentes chamados “The Four Horsemen”, por Fayette C. Ewing, em seu livro “The Book of the Scottish Terrier” (1936). Os cães eram: a) Heather Necessity, de Robert e James Chapman; b) Albourne Barty, criado por A. G. Cowley; Albourne Annie Laurie, criado pela Senhorita Wijk; d) Marksman of Docken, irmão de ninhada da cadela Annie Laurie, também de propriedade da Sra. Wijk. Esses quatro cães, por intermédio de seus descendentes, modificaram a aparência da raça, sobretudo o comprimento da cabeça, a proximidade do chão, e o jeito quadrado do corpo – e o seu sucesso nas passarelas os tornou tão requisitados, que eles revolucionaram a raça.

Os Scottish vieram para a América, para os Estados Unidos da América, no início da década de 1880, mas contavam com pouca aclamação do público naquela época. O primeiro clube foi formado em 1900, e o padrão descrito em 1925 – e a raça gradualmente ganhou popularidade à medida que outros bons exemplares foram importados e cruzados nos Estados Unidos. Fayette Ewing foi um dos pioneiros, e seu canil Nosegay Kennels leva a linhagem genética de muitos dos antigos cães ingleses. Ewing foi co-fundador do Scottish Terrier Club of America, escreveu generosamente sobre a raça e visitou seus colegas na Inlgaterra. Ele é considerado o “pai dos Scotties na América”.

A popularidade crescente na América, sua surpreendente emigração para um grande número de países do mundo, e seus resultados em exposições de cães ao redor do mundo contribuem para a perenidade de sua história. De fato, esses notáveis cães parecem ser o que a “História” chama de divisores de águas, e sua evolução, e portanto a história da raça, continua. Kennelgarth Viking, criado por Betty Pen-Bull, teve uma influência grande sobre a raça, na Inglaterra de 1960; e ainda na mesma década, o cãe inglês, Bardene Bingo, venceu tudo o que havia para ser vencido nos Estados Unidos. Três cães do canil Bardene: Bingo, Blue Boy, e o filho de Bingo, Bobby Dazzler, tiveram tremenda influência racial, nos E.U.A. A História nos mostrará quem, em seu tempo, serão os próximos cães influentes.

Tradução: Erich Kosloski
Fonte: http://www.scottishterrierdog.com/history.htm