DESCRIÇÃO:

A minha história com esses “barbudinhos” começou cerca de seis anos atrás. Estudante de Medicina Veterinária, adorava tudo que era “tipo” de cachorro e já contemplava em minha casa vários deles, desde Pinscher à São Bernardo!!!

Foi quando em uma de minhas andanças no horário de almoço, me deparei com OTTO em um petshop na zona Sul de São Paulo.

A primeira coisa que me chamou atenção foi aquela “barbicha” e aquelas sobrancelhas super charmosas. Não resisti! Entrei na loja e pedi para vê-lo.

Com um olhar misto de esnobe com desconfiado ele chegou ao meu colo. Diferente dos outros filhotes, nada de festa ou rabinho abanando, foi quando a vendedora me disse: “PEGA A BOLINHA!” – naquele momento me deparei com a transformação!

Essas criaturinhas são fissuradas por bolinhas, briquedinhos, ossinhos, enfim, qualquer coisa que os façam interagir com alguém ou despertem seu instinto competitivo ou de caça!

ME APAIXONEI IMEDIATAMENTE!!!

Falar da raça Scottish Terrier é um tanto quanto complicado e ao contrário de muitos comentários que estive lendo quando estava pesquisando sobre seu comportamento, não podemos rotular os “Scoties” simplesmente referindo-se a um “Terrier”, como se todos os “Terrier” fossem iguais, tivessem o comportamento, a mesmas atitudes, o mesmo temperamento!

Scottish Terrier é “sui generis” tem personalidade própria! Diferente de todos os cães que já tive ou conheci!

“Scoties” são cães alegres, companheiros, estão sempre alerta e definitivamente não são cães de colo! Porém, se o que você procura é um companheiro para assistir televisão, dar uma boa caminhada, um amigão para brincar o dia todo com seu filhinho – esse é o “seu cachorro”!

Donos de um corpo robusto e musculoso, são cães imponentes e valentes, jamais evitariam um confronto independente do tamanho do adversário! E por esse motivo, é indicado que o convívio com outros animais seja estimulado desde filhote.

São cães totalmente independentes, desde filhotes podem ser deixados sozinhos que eles não ficarão “melancólicos” ou terão “surtos psicóticos” de latirem o dia todo enquanto seu dono não chega!

O “Scotie” idolatra seu dono e costuma eleger uma pessoa da casa como líder. A essa pessoa ele dedica toda sua admiração e companheirismo, não deixando de ser educados com os demais.

O respeito à sua individualidade é o grande segredo para convivência em harmonia com esse “pequeno grande cão!”.

Escrito por Alexandra Loiola

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